Tal pai, tal filha

Oii minhas modestas e meus modestos!!

Trouxe hoje para vocês o meu testemunho, a minha experiencia em reconhecer e amar o meu pai, não temos o costume de publicar em pleno domingão por aqui, mas hoje foi preciso. Espero que gostem! <3

Qual a sua experiência com seu pai?

Quando eu tinha menos de seis anos, meus pais vieram a se separar.. o motivo não importa nesta hora, nós filhos não devemos sentir culpas e nem os culpa-los, são nossos pais, temos muito o que agradecer pelo sim que deram a vida, para que viessemos ser o que Deus gostaria que fossemos aqui. Sonhar os sonhos de Deus.

Sempre tive o perdão no meu coração para os dois, independente de qualquer circunstância ou parte que os remeta a situação da separação.

Todo mundo passa por fases, o processo com o meu pai não foi diferente, passei três e estou vivendo a doce quarta.

A etapa que eu gostava de passear com ele, naquela simplicidade de criança, sabe?

Meu pai me ensinou a andar de bicicleta, me comprava besteiras, como doces, balas e sorvetes, ai que delicia, criança gosta dessas coisas ne? Nesta época, minha mãe nos domingos em que era dia dele ir me buscar para passar o dia com ele, ela me vestia de branquinho, como que uma noivinha e então eu ia para o portão esperar pelo meu super herói, para me levar a missa, lembro me bem ainda que eu não sabia o que era a Santa Missa, o que significava cada gesto, aquela fila que todo mundo ia, mas eu ficava ali, me ajoelhava e ficava olhando para Jesus.

Depois então veio a adolescência, fase a qual eu corria dele, é difícil assumir isso, mas é preciso, pois faz parte do meu crescimento. Coisas de criança. E até os meus 16 anos, eu só corria atrás do meu pai para ganhar dinheiro dele, isso quando já estava grandinha.. que absurdo!

Mas, tudo isso tem um motivo. Amor!

Eu não sabia o que era amar o meu pai! O tempo veio passando, tão rápido, tão depressa. Que quando me dei por conta, eu tive que tomar a decisão de amar aquele senhor que a vida inteira, mesmo a filha o rejeitando ele a procurava e ele não desistia dela.

Hoje sei o que é amar o meu pai, estou com o coração cheio de saudade. Ele está longe, meio doentinho, e eu aqui enrolada estudando, produzindo meu Trabalho de Conclusão da faculdade.

Só depois que sai da casa de minha mãe eu pude enxergar muitas coisas referente a mim e ao meu pai, o jeito de falar, o jeito de dormir, a alegria, a simplicidade, as nossas semelhanças são inúmeras, e eu não enxergava isso, ele até me ensinou a ser de Deus, a rezar.

É preciso perder para ganhar, foi preciso eu deixar tudo, minha cidade, os meus pais, as minhas responsabilidades para vir realizar o sonho de Deus, que seria a minha formação na comunicação, para que eu ganhasse o amor do meu pai. O verdadeiro amor! O de pai para filho. E ainda sentir mais forte o meu primeiro amor, o amor de Deus.

Enquanto temos tempo amemos uns aos outros, principalmente os nossos pais.

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Feliz dia aos nossos papais!

Sua amiga, Poly! :*